Passar por um processo de seleção representa, em geral, uma experiência bastante desconfortável. A grande maioria dos profissionais já passou de alguma forma por este processo e sentiram na pele o desconforto proporcionado pelas avaliações as quais são submetidos. Todo este processo impacta diretamente três lados, que são eles: o candidato, o recrutador e a empresa.

As pessoas que se submetem a candidatura a uma vaga de trabalho passam por um processo de alta ansiedade. Um turbilhão de ideias passa pela cabeça dos candidatos, que antes mesmo do primeiro contato consistente, já tentam se antecipar sobre como vão apresentar-se, vestir-se, comportar-se e até mesmo como responder todas as perguntas do entrevistador de forma correta. Tudo isso pode tirar muitas noites de sono.

Sobre a perspectiva da empresa, esta pode ser prejudicada pelo viés que este alto nível de ansiedade gera no candidato. O candidato pode se dedicar a apresentar ser aquilo que ele imagina que o recrutador espera. Este comportamento pode se dar até mesmo inconscientemente. Neste caso todos saem perdendo devido uma tomada de decisão enviesada pelo contexto.

Para piorar este contexto, ainda há empresas que não se preocupam em gerar uma boa experiência para o candidato durante o processo de recrutamento e seleção, o que deixa o candidato ainda mais tenso ou até mesmo desmotivado, dependendo da imagem que a empresa recrutadora formou perante este.

Concluímos que gerar uma boa experiência para o candidato é variável relevante para se garantir bons resultados no processo de recrutamento e seleção. Logo a função do recrutador passa a ir para além de receber currículos, e escolher aquele que tem maior correspondência com as características da vaga em aberto. Esse profissional deve pensar em uma boa experiência para o candidato e executá-la.

Oferecer uma boa experiência e ser eficaz e consistente no processo de avaliação – são atividades complementares. Para criar um processo seletivo consistente é preciso dispor de técnicas e métodos atualizados, além do uso de tecnologia.

É relevante citar que, pesquisas apontam que 41% das pessoas impactadas negativamente em um processo seletivo passam a consumir de outra empresa. Esse comportamento ilustra que uma experiência ruim para candidatos transformam estes em detratores da empresa como empregadora e enquanto relacionamento comercial. Por outro lado, 62% das pessoas com experiências positivas no recrutamento tendem a consumir mais os produtos da marca da empresa.

A Experiência do Candidato Quando se Torna Colaborador

Para que o processo seletivo seja considerado exitoso, o colaborador deve ficar na empresa, no mínimo, por mais de seis meses. Isso quer dizer que a experiência do colaborador quando do onboarding ou integração é variável relevante para garantir sucesso no processo de recrutamento e seleção.

É importante considerar que o candidato é o “cliente” do recrutador, sendo necessário atrair e encantá-lo. E a partir disso, criar estratégias de engajamento para cada etapa do processo, a fim de realizar uma contratação alinhada aos valores e objetivos da empresa.

Quando um novo colaborador é admitido, o primeiro dia pode ser um transtorno, por não saber onde vai sentar, como vai acessar o sistema, entre outras atividades iniciais. É fundamental evitar essa sensação de estar deslocado e de não se encaixar no novo ambiente de trabalho.

Neste momento pode surgir mais um desconforto relacionado ao novo integrante do time, resultado da disfunção de molde de comportamentos para a vaga. O esforço cognitivo para manter-se perfeitamente é tão alto que aos poucos ele estará exausto e não conseguirá manter as aparências.

Não basta encontrar, encantar e contratar os melhores talentos, também é preciso fazê-los sentir-se verdadeiramente parte do time.

Mais do que apenas uma tendência, a experiência do colaborador já é uma prática comum nas organizações. Mais do que isso, se as empresas querem crescer de forma consistente, elas precisam compreender que investir na experiência do colaborador não é apenas uma forma de se diferenciar, mas sim uma estratégia de sobrevivência em um mundo em profunda transformação.

A Accelere é especialista em Employee Experience, que são estratégias voltadas ao cuidado com as experiências do colaborador com a empresa, desde o momento do recrutamento e entrevista do candidato a uma vaga ao seu processo de desligamento. Baixe gratuitamente nosso E-book sobre Employee Experience e saiba mais!

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