Durante a maior parte da minha trajetória em RH, respondi diretamente aos diretores das empresas. Com certeza, aprendi muito com todos eles (são feras em negócio e estratégia!), mas, em muitos momentos, senti falta de um gestor com mais senioridade e experiência em RH… alguém, que falasse a mesma língua que eu, com quem pudesse trocar ideias, falar de vivências anteriores, encontrar soluções. E esse tipo de situação é muito comum! Muitas vezes, o profissional de RH atua praticamente sozinho na função, respondendo para um diretor, ou gestor administrativo-financeiro.

Contar com as orientações de alguém mais experiente na área, na hora de tomar decisões estratégicas, faz toda a diferença! E é, por isso, que a Mentoria pode ser uma solução poderosa.

Diante dos desafios atuais é esperado que o RH tenha visão de oportunidade para negócios, que conheça os processos chaves da empresa com profundidade, apresente repertório de estratégias de sucesso, tenha visão da mecânica que existe entre os indicadores chaves da empresa (faturamento, margem de contribuição, lucratividade, liquidez, inadimplência, capital próprio / de terceiro e imobilizado, NPS – Net Promoter Score, CAC – Custo de Aquisição de Cliente, Market share, Mind Share).

Este profissional precisa entender ainda de vendas, apresentar uma boa perspectiva sobre as tendências socioeconômicas e tecnológicas, conhecendo ainda a regulação que existe sobre o negócio. Ufa! Muita coisa, em especial para profissionais que ainda não estavam se preparando para atuar na gestão do negócio.

Com esta grande demanda sobre o profissional de RH, a mentoria é um método para desenvolvimento que consiste na transmissão de conhecimento e repertório, de alguém experiente para outra pessoa com menos experiência.

Na prática, a mentoria é uma oportunidade de absorver o conhecimento de quem tem anos e anos de prática e estudo. Obtendo ainda uma assessoria personalizada diante de seus objetivos, problemas e dificuldades. É como fazer anos de MBA com uma pessoa que vai pensar o tempo todo em você e em como aplicar as melhores práticas na sua realidade.

Veja abaixo alguns dos muitos os desafios enfrentados hoje por profissionais de RH, onde um processo de mentoria pode fazer toda diferença.

1 – Tomada de decisões consistentes (ou assessoria a tomada de decisões)

O RH está sendo chamado à mesa para tomar decisões complexas e de alto impacto, ou assessorar as mesmas. Espera-se do RH uma tomada de decisões baseada em fatos e dados consistentes. Neste momento é fundamental a habilidade da análise de indicadores do RH e demais áreas.

Para cumprir a missão de assessorar decisões de forma efetiva, o RH deve apresentar habilidade de encontrar as raízes dos problemas, de perceber causa e efeito entre estratégia e resultado, de projetar cenários tendo visão sistêmica e de encontrar soluções fora do senso comum, cultivando visão de oportunidade.

Um processo de mentoria estruturado fornece ao profissional de RH ferramentas, métricas e métodos. Além disso, possibilita acesso às melhores práticas do mercado.

2 – Gestão de crise e mediação de conflitos

Estamos vivendo a maior crise que nossa geração já passou. O RH é responsável por boa parte das atividades relacionadas à gestão de crise nas organizações, o que não é tarefa fácil!

Gestão de crise contempla atividades nada simples, tais como articular comunicação entre colaboradores para que se tornem ou mantenham aliados, cuidar da reputação da empresa e da alta administração, tomar frente de atividades desafiadoras como comunicar corte de benefícios ou demissão em massa, reparar erros, e administrar conflitos entre líder e liderado ou empregado e empregador.

A pressão é grande, o nível de estresse aumenta e muitas vezes o RH se sente despreparado para articular comunicação ou administrar conflito, em especial se for entre empregado e empregador, situação onde reina o medo de ser injusto com o colaborador e/ou reprovado pelo empregador.

Para tomar decisões e executá-las de forma coerente e equilibrada, certamente a mentoria é uma boa solução. O fato de ter apoio de alguém experiente, além de preparar o profissional para cada momento, ainda diminui o estresse e aumenta a autoconfiança.

3 – Iniciativas para melhoria de clima organizacional e construção de confiança nas relações

Quem nunca passou horas e horas debruçado nos resultados de uma pesquisa de clima, com aquela sensação de não saber mais o que fazer? Quase sempre, os programas implantados não geram resultados. Falta repertório de práticas realmente efetivas, mobilização das lideranças, tempo e recursos financeiros.

E, se em nosso cotidiano, a gestão do clima organizacional já costuma ser um desafio para o RH, imagine em tempos de crise e incertezas. Mas, como bem diz o ditado, é na crise que surgem as oportunidades. Agora é a hora do colaborador de RH aprender a mobilizar lideranças, articulando decisões de alto impacto positivo para o engajamento dos colaboradores.

Um processo de mentoria consistente entrega práticas que geram resultados  e assessora no planejamento e execução de condutas poderosas por parte do RH, abrindo caminho para que este supere as adversidades e a si mesmo.

4 – Agilidade organizacional, mudanças dentro e fora do RH

Neste momento os C’levels e empresários passam noites em branco pensando em como será nosso novo normal: como os consumidores irão se comportar, quais são as reais adversidades a serem enfrentadas e as oportunidades que foram criadas.

Existe um consenso: todos terão que rapidamente se adaptar às mudanças, buscando novos diferenciais competitivos. As empresas precisarão de adaptabilidade e agilidade organizacional, isto é, a habilidade para agir rápido e se posicionar a frente no mercado.

O RH tem papel chave em todo este contexto de gestão da mudança. É necessário preparar caminho para mudança de mindset, processos e cultura organizacional.

A comunicação deve ser ainda melhor articulada, é o momento de se implementar recursos de gestão ágil e colaborativa, preparar pessoas chaves e engajar todos os colaboradores nas mudanças em curso, mantendo clima organizacional minimamente estável para o sucesso das estratégias.

Chegou a hora do RH assumir o protagonismo que neste momento lhe é exigido.

Em meio a todas estas mudanças, é preciso repensar também as estratégias, táticas e processos de RH. Os atuais fluxogramas com processos bem desenhados e subsistemas separados em “caixinhas” deverão ser revisados profundamente. Será preciso reinventar as iniciativas de RH.

Uma mentoria pode fazer toda diferença neste contexto, uma vez que atua pontualmente na necessidade, ajudando fortemente na solução de desafios.

Portanto, são vários pontos positivos a destacar sobre o processo de mentoria. É importante que cada profissional tenha claro seu momento na carreira e, claro, dentro da empresa em que atua.

É possível que você já tenha feito inúmeros cursos em RH e ainda não se perceba suficientemente capacitado, sentindo falta de ferramentas e metodologias efetivas para sua atuação. Ou talvez você não tenha experiência em RH e precise se capacitar rápido. Em qualquer um dos cenários em que se encontre, investir em Mentoria Individual é, certamente, uma solução poderosa.

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